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Argentina diz que 616 armas iriam para traficantes do Rio

Argentina diz que 616 armas iriam para traficantes do Rio

Ministra afirma que apreensão foi maior que o anunciado anteriormente

Autoridades argentinas divulgaram ontem que apreenderam 616 armas, e não 300, como haviam anunciado anteriormente, durante uma operação realizada em conjunto com policiais americanos na última sexta-feira. A informação foi confirmada pela ministra da Segurança Nacional, Patrícia Bullrich. E, de acordo com investigadores, o carregamento teria como principal destinatário o Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio.

A ministra explicou, durante uma entrevista coletiva, que o carregamento era composto por 340 armas de longo alcance, como fuzis AR-15 e metralhadoras, e 276 pistolas e revólveres. Além disso, foram recolhidos aproximadamente 33 mil projéteis de vários calibres. Ainda de acordo com Patrícia Bullrich, as armas saíram de Miami, nos Estados Unidos, e chegaram desmontadas, dentro de caixas, às cidades de Campana e Buenos Aires. Documentos de importação as descreviam como equipamentos esportivos, com disparos feitos por meio de ar comprimido. Segundo a ministra, ações de rastreamento indicam que 30 carregamentos semelhantes foram remetidos da mesma forma para a Argentina.

-As armas estavam desmontadas, eram milhares de peças. Evidentemente, havia uma rede por trás (do envio do carregamento), que cuidava dos processos de montagem e distribuição disse Patrícia Bullrich. Investigadores argentinos e americanos buscam pistas dos bandidos que, usando laranjas, faziam o tráfico de armas. A Polícia Federal brasileira informou ontem que também apura o caso e destacou que vem trocando informações com os responsáveis pela apreensão.

Seis pessoas foram presas, incluindo dois funcionários dos correios da Argentina. A maior parte do arsenal estava numa casa do bairro de Flores, em Buenos Aires. No endereço, policiais também apreenderam dois carros, quatro motocicletas e uma van.

 -Nossa linha de investigação aponta que o carregamento sairia da Argentina e iria para regiões críticas do Brasil, dominadas pelo Comando Vermelho. O trabalho continua, e só hoje (ontem), dois funcionários dos correios foram presos por conivência informou a ministra da Segurança Pública da Argentina.

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