Araújo insinua que protecionismo justifica atraso em declaração ambiental para acordo UE-Mercosul

Araújo insinua que protecionismo justifica atraso em declaração ambiental para acordo UE-Mercosul

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, insinuou nesta manhã que a União Europeia dá demonstrações de protecionismo disfarçado ao atrasar a proposta de uma declaração adicional sobre meio ambiente no acordo de livre comércio com o Mercosul.

Segundo ele, o Brasil e o Mercosul se colocam "totalmente de acordo" com essa declaração adicional, que foi cobrada publicamente pelos europeus. No entanto, disse o chanceler, a própria UE não apresentou nada de concreto sobre esse documento.

"A negociação está concluída. Existem dois ou três detalhes. Agora a questão realmente é ambiental. Estamos totalmente de acordo, mas a bola está com os europeus", afirmou Araújo, em depoimento à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados.

O ministro, então, completou: "Tem que ser obviamente algo negociado, uma coisa recíproca, sem comprometermos nosso setor exportador e agrícola. O mundo tem que entender que ele é sustentável". Para ele, "o fato de estarem demorando talvez seja porque o motivo não seja esse", em referência ao suposto protecionismo comercial de alguns países-membros da UE que se opõem à ratificação do acordo.

As negociações do tratado de livre comércio entre os dois blocos foram fechadas em junho de 2019. Até hoje, no entanto, não foi efetivamente firmado. Depois disso, haverá necessidade de ratificação pelo Conselho Europeu (formado pelos chefes de governo de cada um dos 27 sócios da UE) e pelo Parlamento Europeu. Países como França e Áustria, além da Valônia (região da Bélgica), já expressaram oposição

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