Após calote da Venezuela, Brasil abandona convênio de exportação da AL

Após calote da Venezuela, Brasil abandona convênio de exportação da AL

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira (3) que o Brasil vai aban donar o CCR (Convênio de Pagamentos e Créditos Recíprocos), instrumento criado nos 1980 para aumentai o intercâmbio comercial entre os países latino-americanos. O grupo é formado pelos países daA]adi(Associaçâo Latino Americana de Integração), com exceção de Cuba.

Pelo CCR, os bancos centrais de Peru, República Dominicana, Vene zuela, U ruguaí, Argentina, Equador; México, Colômbia,Chile e Bolívia compensam transações comerciais feitas entre os países. Nosúltimos anos, porém, o C C ti se tra nsfo rmou em uma dor de cabeça para o BC brasileiro e, desde o anopassado, a saída vinha sendo estudada.

A Venezuela deu um calote de US$567 milhões(R$ 2,^ bilhões pela cotação atual), deixando a conta para o BC epara o Tesouro Nacional (no caso das operações com seguro de crédito ã exportação). Até 2024, o Brasil tem a receber mais US$ 661 milhões da Venezuela pelo CCR.

Conta que fica difícil de ser paga dado o atual cenário econômico do pais vizinho e as desavenças políticas entre Jair Bolsonaro e Nicolás Maduro. Um dos argumentos do BC para sair do CCR é que o risco do exportador, em caso de calote, acaba recaindo sobre o governo. Mas há outro problema, mais focado na governança do convênio. Qualquer decisão política sobre o funcionamento do CCR demanda consenso de todosospaíses-membros.

E a Venezuela vinha inviabilizando qualquertipode inovação. O BC diz que a saida não vai afetar o exportadorbrasíleiro só 1,1% das trocas comerciais entre oBrasil e os países da Aladi passou pelo CCR em 2017. Países do Mercosul têm outro expedientepara trocas comerciais, por meio do sistema de moedas locais. A compensação de exp ortaçõesjásoma US$ 3bilhõese,nesse caso,os bancos centrais não assumem o prejuízo em caso de calote.

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