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Amazônia é ´um bem comum´, diz Macron

Amazônia é ´um bem comum´, diz Macron

Francês rebate fala de Bolsonaro, que associa críticas ao Brasil a interesses ´colonialistas´

O presidente da França, Emmanuel Macron, rebateu ontem a fala do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a sugerir interesses econômicos de países que criticam a política ambiental do Brasil para a Amazônia.

Questionado pelo Estado, Macron - que não acompanhou o discurso de Bolsonaro - disse que não se trata de interesse econômico na floresta, mas dc pensar no futuro da região que seria `um bem comum`,

`Temos muitas pessoas envolvidas no (debate sobre o) futuro da Amazônia e acho que o que queremos fazer é ajudar as pessoas, com completo respeito pela soberania, ajudando o povo. Não é questão de lobby ou interesse, os lobbies são para destruir a floresta para seus próprios interesses`, respondeu Macron. `O que nós queremos fazer é ajudar pessoas para elas mesmas e para o futuro da Amazônia, porque é um bem comum.`

No seu discurso que cerca dc 30 minutos, Bolsonaro afirmou que é uma `falácia dizer que a Amazônia é patrimônio da humanidade` e, sem citar explicitamente nomes ou países, acrescentou que `um ou outro país, em vez de ajudar, embarcou nas mentiras da mídia e se portou de forma desrespeitosa, com espirito colonialista`. `Questionaram aquilo que nos é mais sagrado: a nossa soberania`, criticou o presidente.

Enquanto Bolsonaro saía do plenário da Assembleia-Geral após acompanhar o discurso do presidente americano Donald Trump - o segundo a discursar na sessão de ontem -, o francês se reunia no corredor da ONU com o governador do Amapá, Waldez Góes (PDT), que também é presidente do Consórcio Amazônia Legal, `Eu estava em uma correria e não vi o discurso`, disse Macron, sobre a feia de Bolsonaro,

Clima. A platéia que acompanhou a abertura da 74 Assembleia-Geral da ONU ficou em silencio durante boa parte da fala dc Bolsonaro. O volume das conversas paralelas entre as delegações começou a aumentar na última parte do discurso, que tratou de ideologia. Foi quando o presidente brasileiro disse, por exemplo, que `a ideologia se instalou na cultura, na educação e na mídia` e defendeu as `nacionalidades` dc cada país.

Enquanto isso, nas cadeiras reservadas à delegação do Brasil, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) gravava vídeos do pai durante o discurso. Ele estava ao lado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e do senador Nclsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Casa. Salles teve de deixar o plenário para ceder uma cadeira a Bolsonaro quando o brasileiro desceu do palco e decidiu acompanhar a fala de Trump.

Depois do evento, Bolsonaro voltou para o hotel onde estava hospedado cm Nova York e não participou de almoço dc trabalho organizado pelo secrctáriogcral da Organização das Nações Unidas, Antônio Guterres - que contou com a participação de lideres como o próprio Trump. À imprensa, Bolsonaro afirmou que almoçaria `num podrão aí fora`.

As discussões sobre os assuntos e o enfoque do discurso feito ontem envolveram o chanceler Ernesto Araújo, o assessor de Assuntos Internacionais do Palácio do Planalto, Filipe Martins, e Eduardo - que tenta conseguir apoio na Senado para aprovar sua indicação á embaixada brasileira cm Washington. Segundo assessores, o tom final do discurso foi definido pelo próprio presidente que, segundo eles, fez ajustes no texto até o último momento.

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