Alto-comissário da ONU crítica intervenção na segurança do Rio

Alto-comissário da ONU crítica intervenção na segurança do Rio

ELe criticou pedidos de ´anistia preventiva´ para violações de direitos humanos; ministro rebateu declaração

ELe criticou pedidos de ´anistia preventiva´ para violações de direitos humanos; ministro rebateu declaração

O alto-comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, criticou a intervenção federal na segurança pública do Rio. Em seu informe anual entregue ontem ao Conselho de Direitos Humanos, o chefe do órgão alertou que as Forças Armadas não são especializadas em segurança pública. Também ontem, o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro instaurou inquérito civil para acompanhar a intervenção.

Essa foi a primeira reação da ONU sobre o assunto. O governo brasileiro terá hoje a oportunidade de se pronunciar diante do Conselho da ONU.

`As Forças Armadas não são especializadas em segurança pública ou investigação`, declarou Al Hussein. `Deploro o ped ido de oficiais de alta patente do Exército p ar a a ad oção de me d idas que teriam o efeito de uma anistia preventiva para qual- 1 quer tropa que cometa violações de direitos humanos.`

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, disse em fevereiro que militares precisariam de garantias para agir no âmbito da intervenção `sem o risco de surgir uma nova Comissão da Verdade`.

Raul Jungmann, ministro da recém-criada pasta de Segurança Pública, rebateu a crítica. `Já fizemos 11 GLOs (Garantia da Lei e da Ordem, quando tropas são usadas para intervenções nos Estados), me digam o que foi feito contra os direitos humanos pelas Forças Armadas?`, indagou. `São mais de 90 mil homens e mulheres e aperformance tem sido exemplar.`

Na portaria que instaura o inquérito civil público, o pro curador da República Júlio José Araújo Júnior ressalta que a adoção da medida `não afasta o dever constitucional de informação e tampouco de observância de direitos fundamentais`. Nas ruas. Militares fizeram ontem mais uma operação na Vila Kennedy, favela da zona oeste doRio,paraliberarvias obstruídas a mando de traficantes.

A derrubada de barricadas já havia sido feita pelas tropas no sábado, mas horas depois os obstáculos foram recolocados./ COLABORARAM MÁRCIO DOLZAN, CARLA ARAÚJO e RENAN TRUFFI

 

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