Aloysio apela por fim da paralisia da Unasul: 'Desperdício de dinheiro'

Aloysio apela por fim da paralisia da Unasul: 'Desperdício de dinheiro'

Ministro defende esforço para retomar laços com Venezuela e prevê acordo Mercosul-UE

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, afirmou que o governo trabalha para destravar os laços diplomáticos com a Venezuela e com a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), bloco de cooperação regional do período Lula do qual o país e cinco vizinhos se afastaram na semana passada. Para o chanceler, a situação de paralisia da entidade é um desperdício não somente de integração, mas de dinheiro.

No Palácio do Itamaraty, Centro do Rio — onde assinou um acordo para iniciar um processo de revitalização do Museu Histórico e Diplomático —, Aloysio ressaltou que a suspensão da participação de Brasil, Argentina, Colômbia, Chile, Paraguai, Peru pode ser revertida com concessões da Bolívia.

O país andino assumiu a presidência pro-tempore do bloco, paralisado há meses por assuntos que envolvem a divisão sobre o isolamento diplomático da Venezuela e a escolha de um novo secretário-geral. O último, o ex-presidente colombiano Ernesto Samper, saiu em janeiro de 2017 e não tem ainda um sucessor. A Argentina, à época na presidência pro-tempore, indicou o embaixador José Octávio Bordón, mas ele acabou vetado por Venezuela, Suriname e Equador. Desde então, as negociações por um nome de consenso emperraram.

— Nós (países afastados) nos dirigimos ao presidente pro-tempore (o chanceler boliviano, Fernando Huanacuni), que assumiu, fazendo um apelo para que ele superar os impasses que levaram à paralisia da Unasul — relatou Aloysio no evento. — É um desperdício de oportunidades de integração. É um desperdício de dinheiro, porque tem funcionários, é um prédio magnífico que não está sendo utilizado.

O chanceler quer do bloco providências para “não deixar perecer” mecanismos de cooperação em Defesa, saúde e integração física, como o bloco impulsionava antes dos entraves:

— Nosso apelo é para que novo presidente pro-tempore, que é um homem de boa-fé, possa desenvolver todos os esforços - e contará conosco - para superar essa paralisia.

Aloysio ainda garantiu que o Planalto quer assegurar maior coordenação com instituições locais para dar acolhimento humanitário pleno aos venezuelanos que chegam através de Roraima. Após ter ironizado neste mês o pedido do governo do estado ao Supremo Tribunal Federal para fechar a fronteira, prometeu que não quer depender de apenas de soluções sem o país vizinho:

— O Brasil espera que os países retome o nível de relações que já tiveram — resumiu.

Há pouco mais de um ano no cargo, quando sucedeu ao colega de PSDB José Serra, o chanceler exaltou no evento os esforços do governo e de seu ministério em modernizar suas instalações, como o próprio palácio no Rio, através de parcerias com instituições e captação de recursos privados. Sede da Presidência no século XIX, e das Relações Exteriores até 1970, o Itamaraty guarda um acervo da história diplomática do país “sem igual no mundo”, como ressaltou o ministro.

 

 

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