AL está entre as maiores quedas no fluxo de comércio

AL está entre as maiores quedas no fluxo de comércio

A corrente de comércio soma dos valores de importação e exportaçãona América Latina foi uma das que mais caíram em todo o mundo no último ano, resultado do baixo crescimento econômico da região e da política protecionista de muitos de seus países.

Dados do World Trade Monitor, do Escritório para Análise de Políticas Econômicas, da Holanda, mostram que no último ano até fevereiro último mês analisado , a queda da corrente de comércio na América Latina foi de 5,1%, muito acima da queda mundial de 2,9%. A principal razão por trás disso, afirma Alberto Ramos, economista-chefe para América Latina do banco americano Goldman Sachs, é o baixo crescimento econômico de países da região, que os leva a importar menos.

`Economias como Brasil, Venezuela, Argentina e até mesmo México têm tido um crescimento bastante limitado e baixo nível de investimento, o que explica parte da menor demanda por importações`, diz. `De modo geral, o que vemos na região é uma sucessão de crises econômicas e políticas comerciais altamente restritivas, que resultam em um grau de protecionismo elevado.
A América Latina perdeu esse trem de integração da globalização.` Carlos de Sousa, da consultoria Oxford Economics, argumenta, contudo, que a redução do comércio não é exclusiva da região. Na zona do euro, por exemplo, a queda da corrente de comércio foi de 5% no período de 12 meses até fevereiro, enquanto no Japão foi de 2,9%. Na região da Ásia excluindo o Japão, houve queda de 0,8%.

Ele afirma ainda que a desaceleração do comércio global devese a fatores externos que também afetam os países da América Latina. `A região tem laços comerciais muito importantes com a China. A desaceleração da economia chinesa e as disputas comerciais entre EUA e China são duas das razões que explicam a queda do comércio global. Não surpreende, portanto, que isso afete também a América Latina.` Quando se analisa o período de três meses até fevereiro, observa-se que valor da soma das importações e exportações da América Latina caiu 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No mundo todo, a queda foi de 1,9%. Alejandro Hardziej, analista do banco suíçojulius Baer, ressalta variações de curto prazo que podem ter contribuindo para a queda no período de três meses, como efeitos climáticos e problemas de empresas. `O acidente com a barragem da Vale no início do ano levou a um grande colapso nas exportação de minério de ferro do Brasil.

Em 2018, a seca na Argentina afetou um terço das exportações agrícolas do país`, lembra. Sousa acrescenta que, no caso da Argentina, houve uma queda de 27% nas importações no primeiro trimestre, como resultado da queda de mais de 50% do valor do peso argentino no ano passado, o que encarece as importações.

No período de 2010 para cá, mostra o World Trade Monitor, a América Latina vem destoando do restante do mundo, com queda de 7% da corrente de comércio. No mundo todo, os valores das trocas comerciais não tiveram variação no período analisado. `O valor das exportações sofreu grandes flutuações devido à natureza volátil dos preços das commodities, e eles não se recuperaram totalmente do colapso de 2015`, diz Hardziej.

No curto e médio prazo, a tendência é de continuidade de um comércio anêmico na região. `O crescimento da América Latina ainda é muito baixo, menos de 2% neste ano, com recessão na Argentina, crise violentíssima na Venezuela e crescimento de entre 1% e 2% do Brasil e do México`, diz Ramos. `Em um contexto de baixo crescimento e baixo investimento, a não ser que haja outro boom dos preços das commodities, a corrente de comércio vai continuar limitada, já que não há um grande esforço de abertura comercial.`

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