Agronegócio tem recorde de importações

Agronegócio tem recorde de importações

Compra de soja sobe 92% no semestre, enquanto a de milho cresce 102% e a de fertilizantes, 31%

O setor agropecuário fez importações recordes neste primeiro semestre. Além dos tradicionais produtos que o país tem de buscar no exterior anualmente, outros foram acrescentados a essa lista.

De janeiro a junho, as importações de soja aumentaram 92%; as de milho, 102%; as de óleo de soja, 315%. Normalmente, as compras externas desses produtos são pontuais, mas, neste ano, ganharam características especiais.

As compras de soja e de óleo de soja ocorrem devido ao intenso fluxo das exportações brasileiras. Já as compras de milho se verificam porque a oferta interna, principalmente após o clima ruim na safrinha, será menor.

O trigo, o mais importante alimento importado pelo país, manteve estabilidade nas compras. Foram 3,3 milhões de toneladas neste ano, um pouco abaixo dos 3,4 milhões de igual período de 2020.

Os principais gastos do país com importações no setor de agronegócio, no entanto, ficam com adubos e agroquímicos. Ambos atingiram patamares recordes neste ano.

De janeiro a junho, as compras externas de adubo somaram 16,6 milhões de toneladas, 15% a mais. Já as despesas subiram para US$ 4,6 bilhões, 31% a mais.

O aumento de área de produção agrícola no país levou também a compras recordes de agrotóxicos. No primeiro semestre deste ano, foram adquiridas 135 mil toneladas desses produtos no mercado externo, com evolução de 23% em relação ao período anterior.

A liderança é de herbicidas, inibidores de germinação e reguladores de crescimento. Foram 55 mil toneladas.

Entre os principias fornecedores de defensivos agrícolas ao país estão China, Estados Unidos, Índia, Reino Unido e Colômbia.

Um dos principais exportadores de carne bovina no mundo, o Brasil aumentou em 55% as importações nos seis primeiros meses deste ano, somando 23 mil toneladas de carnes fresca, refrigerada e congelada.

Os gastos totais do país com a compra de alimentos no exterior atingiram US$ 6,1 bilhões, com alta de 20%.



Bom Futuro Dias ensolarados, bom manejo de pragas e de doenças, solo bem fertilizado e cultivares precoces estão fazendo a diferença para a Bom Futuro nesta safra de algodão, segundo Inácio Modesto Filho, diretor de produção da empresa.

Colheita A Bom Futuro já colheu 4% dos 148 mil hectares semeados, e os indicadores são de que a empresa poderá atingir 260 mil toneladas de pluma. A Bom Futuro tem 15% do total da área de algodão plantada em Mato Grosso.

Mais área A empresa, que pretende elevar de 5% a 8% a área com algodão na safra 2021/22, quer chegar à marca de 150 arrobas por hectare, acima das 114 de média do estado previstas pelo Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária).

Comercialização Pelo menos 73% da safra já foi comercializada, e 90% do produto colhido irá para o mercado externo. Os asiáticos ficam com 70%.

Carne bovina As exportações de junho somaram 164,3 mil toneladas, 9,7% acima das de maio, mas 6,7% inferiores às de junho de 2020. As receitas, ao atingirem US$ 835,1 milhões, superaram em 15,2% as de maio deste ano e em 12,5% as de junho do ano passado.

China As informações são da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), entidade que reúne empresas do setor. As exportações para a China atingiram o recorde de 82 mil toneladas no mês passado, segundo a associação.

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