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Agricultura lança plano de bioinsumos para reduzir dependência de importações

Agricultura lança plano de bioinsumos para reduzir dependência de importações

A agricultura brasileira dá o terceiro salto e passa a utilizar bases biológicas na atividade. Isso significa maior sustentabilidade no setor, menor custo de produção e maior renda para os produtores.

Nesta quarta-feira (27), o Ministério da Agricultura lança o Programa Nacional de Bioinsumos. O paíspoderá aproveitar a grande biodiversidade que tem ereduzir asua dependência em fertilizantes e 0utro s insumos químicos, em grande parte importada. Cleber Soares, diretor de Inovação da Agricultura e há 1 y anos pesquisadordaE inbrapa, dizque,apósossaltosobtidos na revolução verde e no na diversificação da base produtiva nos anos anteriores, o mundo agrícola agora está mi grandopara a bioeconomia. A discussão não é recente, mas o tema agora ganha uma importância maior. Pela prí meiravez, os bioinsumos estarão no Plano Safra do gove rno. Os produtores terão crédito para custeio dos insumos e investimentos para o desenvolvimento debiofábricas em suas propriedades, já a partir do Plano Safraq ue será divulgado no próximo mês. O bioinsumo é uma demanda que já vinha sendo exigida pela sociedade, que está à procura de produtos mais sustentáveis, epeloprodutor, que quer redução de custos na produção, afirma Soares. Um dos principais produtores e exportadores de alimentos do mundo, o Brasil tem chances de ser também um dos propulsores dessa nova tecnologia. Para Amália Borsari, diretora-executiva de biológicos da Groplife, o Brasil tem um vasto campo para pesquisas e desenvolvimentos de produtos e soluções na área de defensivos biológicos, devido â sua biodiversidade. Ela destaca que o pais tem uma grande área de agricultura tropical e está sujeito a uma infinidade de pragas. Por isso, o manejo é fundamental, e os defensivosbiológieos são mais uma importante ferramenta nesse combate. Para Álvaro Salles, diretor do IMA {Instituto Mato-Grossense do Algodão), a bíoprospecção é importante, e o país temdeavançarnesse sentido. O instituto atua em várias frentes e espera, entre cinco e dez anos, reduzir em 50% os gastos com químicos O mercado já tem vários produtos biológicos à disposição para o combate de praga s e do enças em p lantas, animais eprocessamentopós colheita. Masaspesquisasavan çam cada vez mais em inoculantes, promotores de crescimento, biofertilizantes, pro dutos para nutrição vegetal e animal e defensivos a partir de micro-organismos. O IMA tem uma biofábrica pronta para o estudo de bactérias em Primavera do Leste (MT), está finalizando uma de fungos em Campo Verde (MT) e inicia uma sobre vírus em Sorriso (MT). O Pro grama Nacional de B ioinsumos foi desenvolvido pela Agricultura devido às necessidades de inovação dos segmentos agrícola, aquíeola, florestal e pecuário. Segundo Soares, é crescente a demanda por bioinsumos 110 Brasil. Pelo menos ia milhões de hectares recebem produtos para o controle biológico depragase40 milhões de hectares são cultivados combactérias promotoras de crescimento de plantas. Os insumos biológicos trazem uma economia anual de R$ 165 milhões com a aplicação de produtos para controle biológico de pragas. Já a redução de custos com a fixaçáobiológica de nitrogênio chega a US$ i3bi]hões {R$ 72bilhões) na cultura da soja. O objetivo do programa na área vegetal é avançar em tecnologias com base biológica para eliminar pragas e doenças, além de elevar a o ferta de biofertilizantes. No setor animal, o programa visa a saúde como vacinasefito terá picos, alimentação como rações e até melhoras na qualidade das águas, no caso de aquíeola. Para o pós-colheita, a busca é de bioconservantes, in sumos que preservem os alimentos na armazenagem e melhorem o processamento. Nesta quarta, aministra Tereza Cristina dará as diretrizes gerais da abrangência do programa e estabelecerá a criação de um comitê estratégico. 0 ministério disponibilizará um site com as informações do programa, obras literárias sobre o assunto e o catálogo nacional de bioinsumos. Soares diz que o desenvolvimento dos bioinsumos será bompara a cadeia produtiva como um todo, distribuindo melhor o desenvolvimen to regional, gerando renda e mitigando custos. Segundo a Croplife Brasil, o mercado de biodefensivos movimentou R$ 675 milhões no Brasil em 2019, com crescimento de 15% sobre 2018.

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