Aerolíneas Argentinas lança dois voos semanais diretos entre São Paulo e Bariloche

Aerolíneas Argentinas lança dois voos semanais diretos entre São Paulo e Bariloche

20:01 - Pedro Ceriani, novo presidente da companha aérea, quer atrair cerca de 35 mil turistas brasileiros para a temporada de inverno

RIO - Com o dólar nas nuvens e a economia no chão, o novo governo argentino aposta no turismo interno e internacional como motores para impulsionar a esperada reativação  econômica. Com este objetivo traçado, começaram a ser adotadas as primeiras medidas para atrair mais turistas estrangeiros em 2020, sobretudo brasileiros.

A estatal Aerolíneas Argentinas acaba de lançar dois voos semanais diretos entre São Paulo e Bariloche, que operarão nos meses de julho e agosto. Na alta temporada de inverno, disse ao GLOBO o novo presidente da companhia aérea, Pablo Ceriani, “a empresa espera duplicar o número de brasileiros que transportou no mesmo período de 2019, chegando aos 35 mil passageiros”.

Ceriani admitiu que  “o câmbio representa uma vantagem comparativa importante e queremos aproveitar essa situação”. Atualmente, o dólar paralelo é vendido a 83 pesos e o oficial a 64.

Que lugar ocupa o Brasil na estratégia das novas autoridades da Aerolíneas?

- Queremos ampliar o número de turistas brasileiros em Bariloche com os dois voos semanais que serão operados às quartas e sábados em julho e agosto e, também, transferindo todos os voos que chegam do Brasil para o aeroporto metropolitano Jorge Newbery. Isso facilita as conexões não somente para Bariloche mas também para outros destinos internos. As conexões serão muito melhores.

Serão agregados 14 novos voos na temporada de julho e agosto?

- Exato. Somente com esses 14 novos voos de alta temporada esperamos transportar 2.300 passageiros. Mas a expectativa geral é de duplicar o número de turistas brasileiros que cheguem a Bariloche em voos da Aerolíneas neste inverno, chegando a 35 mil. Isso incluiria passageiros que fazem conexão em Buenos Aires e os que cheguem no voo direto entre São Paulo e Bariloche. 

O desejo é receber uma avalanche de brasileiros...

- Sim, totalmente. Essa é nossa expectativa e estamos muito otimistas.

A Argentina está atravessando uma crise profunda. O aumento do turismo brasileiro é visto como um elemento importante na estratégia de reativação do turismo interno?

- Para nós o turismo brasileiro sempre é importante. Sabemos que com o turismo brasileiro temos uma oportunidade para crescer de forma expressiva. Por isso transferimos os voos vindos do Brasil de Ezeiza (o aeroporto internacional fica a cerca de 30 quilômetros da capital e o trajeto pode demorar entre uma e duas horas, dependendo do trânsito) para o aeroporto metropolitano. O Brasil é fundamental para nós.

Hoje mais do que nunca...

- Sim, pela situação atual da Argentina, que precisa receber mais turismo estrangeiro. Sabemos que o câmbio representa uma vantagem comparativa importante, somos um destino atraente do ponto de vista econômico e queremos aproveitar essa situação.

Por outro lado, a sobretaxa de 30% aplicada pelo novo governo a despesas em viagens internacionais e compra de dólares já impactou não fluxo de turistas argentinos para o Brasil e outros destinos externos...

- Sim, sofremos um impacto negativo por esse imposto. Em termos de faturamento, em janeiro passado nossa venda de passagens para o exterior caiu 50% em relação a 2019.

Que medidas estão sendo adotadas para reverter este impacto?

- Entre outras, aumentamos as frequências de voos entre Buenos Aires e Roma, Madri e Nova York. Queremos trazer mais turistas estrangeiros de países que tradicionalmente costumam viajar para a Argentina e que podem pagar as tarifas atuais. Para muitos argentinos ficou muito caro. 

Este ano será complicado...

- Sim, estamos nos preparando para crescer em 2021. Este será um ano de transição.

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