Acordo entre Mercosul e UE fica mais longe de um desfecho

Acordo entre Mercosul e UE fica mais longe de um desfecho

Para chanceleres do Uruguai e da Argentina, ´janela de oportunidade´ para conclusão de acerto está se fechando

O acordo do Mercosul com a União Européia não deve ser concluído este ano, como previa o Itamaraty. É o que acreditam os chanceleres do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, e da Argentina, Jorge Faurie. Ontem, na reunião preparatória para o encontro dos presidentes do Mercosul, em Assunção, no Paraguai, Novoa defendeu que o bloco deveria `determinar prioridades reais de negociações`, destacando um possível entendimento com a China. O Uruguai assume hoje a presidência semestral do bloco.

`Não podemos perder as esperanças, mas sentimos que estamos próximos de presenciar uma ruptura`, disse Novoa sobre o acordo com a UE. Em tom de ultimato, ele afirmou que a União Européia precisa demonstrar `uma vontade real de concluir essa negociação`. `Aprendemos que o Mercosul está em condições de definir posições negociadoras e que tem vontade de realizar acordos. Não é necessário iniciar do zero. Temos em frente várias negociações que poderiam ser finalizadas em menos de dois anos, muitos países que miram comercialmente nosso bloco. Pensemos em China`, continuou o chanceler uruguaio.

Faurie concordou como chanceler uruguaio e disse estar certo de que essa `famosa janela de oportunidade` do acordo com a União Européia está prestes a se fechar, lembrando que as tratativas já duram mais de 20 anos. O chanceler argentino afirmou também que um possível entendimento com a China não pode ser evitado.

`Precisamos reunir os consensos que existem nesse processo para concluir o acordo, que já passa de 20 anos de negociação. A Argentina está disposta a saber o que podemos fazer, como podemos fazer, e não podemos esquecer o elefante que está dentro da sala`, declarou o chanceler argentino. Mais otimista. O ministro de Relações Exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, foi mais otimista em relação aumpossível acordo com a União Européia ainda em 2018. `Penso que é preciso tratar esse assunto com o pessimismo da razão e otimismo da vontade`, comentou brevemente em seu discurso. Em conversa com a imprensa, após a reunião, o ministro disse que `estamos próximos de um entendimento`coma UE. `Não é desarrazoado imaginarmos uma conclusão política ainda neste semestre.`

Na reunião, Aloysio não mencionou a questão da China nenhuma vez. Depois, ao ser questionado sobre o assunto por j ornalistas, respondeu que é `importante` a iniciativa do Uruguai de propor a retomada do diálogo do Mercosul com a China, mas ponderou que o tema ainda é `árido`.

Na semana passada, deputados e senadores d a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e entidades do setor produtivo cobraram do ministro de Relações Exteriores esclarecimentos sobre o andamento das negociações do acordo de livre-comércio do Mercosul coma UE. Mantém otimismo `Penso que é preciso tratar esse assunto com o pessimismo da razão e otimismo da vontade` Aloysio Nunes MINISTRO DE RELAÇÕES EXTERIORES DO BRASIL 

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