Abertura comercial abrupta reduziria em 10 setores, diz Estudo encomendado à universidade da Austrália afirma

Abertura comercial abrupta reduziria em 10 setores, diz Estudo encomendado à universidade da Austrália afirma

Estudo encomendado à universidade da Austrália afirma que medida prejudicaria a retomada do crescimento

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) afirma que o corte abrupto médio de 50% nas tarifas de importação, uma proposta em discussão no governo, reduziria D PIB (Produto Interno Bruto) de pelo menos 10 dos T] setores industriais até 2022. A conclusão faz parte de um estudo encomendado pela entidade à Universidade de Victoria, na Austrália.

Para a entidade, o movimento prejudicaria a retomada do crescimento e a redução do desemprego.

O governo propôs no Merco sul reduzir uni lateralmente a TEC (tarifa externa comum). A TEC é o imposto de importação cobrado sobre bens que entram nos territórios de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai). A proposta apresentada pelo Brasil aos p arceiros é de um corteacima de 50% do imposto, dependendo do produto. A CNI reclama que o governo não consultou o setor privado sobre a proposta e náo fez análise de impacto regulatório sobre a medida. Além disso, diz que o plano não tem sincronia com outras medidas voltadas à ampliação da competitividade da economia e da indústria.

O plano do governo é de um choque na tarifa em quatro anos. Já a reforma tributária discutida no Congresso, por exemplo, pode ter período de transição de dez anos.

`Somos a favor da abertura, mas com diálogo e transparência. N em a indústria nem o Congresso podem ficar de fora desse debate, pois o impacto é enorme nos estados enos municípiosindustriais`, afirma em nota o presidente da CNI, RobsonAndrade.

Outras entidades manifes taram preocupação.

O presidente da Anfavea (Associação N acionai dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, diz que é a favor da abertura. Mas, segundo ele, o rit mo indicado é apressadopela existência de dificuldades para quem produz no país.

`Precisamos da abertura e a defendemos, mas de forma grad uai. A reduçã o unilateral, apressada e sem essa redução do custo Brasil, pode ser danosa para o país`, afirma.

Porisso, ele defendeumprazo maior para as reduções. Embora não cite um período ideal, cita o acordo entre Mercosul e UE (que prevê sete anos de carência para as reduções) como uma referência.

Segundo ele, a entidade vai continuar expondo ao Ministério da Economia o ponto de vista da indústria.

O principal entrave observado é o do sistema tributário, mas também há problemas como a ínfraestru tura no paíse a capacitação do trabalhador. `Dentro da fábrica tudo funciona, fora nada funciona. Então, paralelamente ao choque da abertura, [ê necessário] o choque da redução do custo Brasil`, afirmou.

Fernando Pimentel, presidente da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil ede Confecção), afirmaque a expectativa por cortesem tarifas de importação inibe novos investimentos e tira poder de negociação do país.

`Os investimentos estão acontecendo, embora em ritmo moderado. Mas notícias dessa natureza preocupam o empreendedor`, disse.

Segundo ele, um corte de 50% nas tarifas de importação é preocupante e tem de ser conversado comas empresas. `O diálogo é importantíssimo e define o destino de todo um setor`, disse.

Cristina Zanella, gerente de Competitividade da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), diz que a entidade vê as reduções com preocupação pelo prazo, considerado curto. `Se for uma redução de 50% num curto pra zo, sem dar condições de as empresas se prepararem, vai ser muito prejudicial. E essas questões agente já tem colocado para o governo`, disse.

Ela também vê problemas no fato de asreduçõesserem de caráter unilateral `Na abertura negoc iada, você cede em alguns pontos e o outro país cede em outro. Quando você faz sem negociação, não ganha nada em troca`, disse.

Navisão do governo, a abertura comercial reduziria a barreira para a entrada de insumos e outros bens com preço menor e, com isso, elevaria a competitividade da in dústria nacional. Além disso, amedida ampliaria a inserção do país no comércio global.

Guedes jáafirmouque queria implementar uma abertura comercial de forma sincronizada com outras reformas.

Em seu discurso de posse, em janeiro, ele ilustrou a situação do empresário brasileiro como uma pessoa que carrega um p iano nas co sta s e tem bolas de ferro amarradas nas pernas. Os p eso s seriam os juros altos, a carga tributária e os encargos trabalhistas.

No caso de uma abe rtura comercial, o estado ainda mandaria o indivíduo correr para que o `chinês` não o alcançasse. `Não é razoável. Então nós queremos implementar isso numa velocidade que seja sincronizada`, disse na época. 

 

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